A grande estrela country Dolly Parton. Foto: Reprodução da web.

Por Gilvictor Nascimento

A grande lenda da música country americana, cantora, atriz e ativista, Dolly Parton faleceu nesta terça-feira (25) aos 80 anos. A informação foi recebida através de um comunicado oficial dos familiares de Dolly em suas redes sociais.

Parton teve um indiscutível grande legado, transcendendo o limite do palco e consolidando-se como um ícone Country. Sua carreira durou cerca de 60 anos e acumulou mais de 100 milhões de discos vendidos e 11 grammys, ela dominou as paradas de sucesso por seis décadas, transitando com maestria do country tradicional para o pop e até para o rock, apoiada em seu maior superpoder: a capacidade de escrever suas próprias canções.

Sua atemporalidade era inegável, Parton estreou em 14 de fevereiro de 2025 uma colaboração com a cantora pop Sabrina Carpenter. Na nova versão de “Please, Please, Please”, as atrizes apareciam juntas contracenando um roteiro “old town road”, além de dividir telas, elas dividiam vocais. O clipe soma mais de 15 milhões de visualizações no YouTube, e mais de 500 mil likes na plataforma.

Além disso, Dolly escreveu “Jolene” que posteriormente teve uma releitura por Beyoncé. Diferente da versão original — em que a narradora implora para que Jolene não leve seu homem — Beyoncé mudou os versos para uma postura mais firme e de aviso, cantando algo como Sua paz vai depender de como você agir, Jolene”.

Parton não fazia mais shows recentemente, teve sua despedidas dos grandes palcos que estiveram presentes em toda a sua vida desde março de 2025. tendo cancelado uma residência planejada em Las Vegas por questões de saúde e luto após a morte de seu marido, Carl Dean.

Dolly enfrentava problemas de saúde, e acabou se auto negligenciando decorrente ao luto que enfrentava, em entrevista para a “Pleope” Dolly relatou que parou de se cuidar e deixou o seu bem-estar pessoal de lado pois cuidava de forma intensiva de seu marido.

Além de que, a estrela sofria de problemas recorrentes de pedra nos rins. Em setembro de 2025, o quadro evoluiu para uma infecção séria, exigindo procedimentos médicos e levando ao adiamento e posterior cancelamento de sua residência de shows em Las Vegas.

No relato disponibilizado no perfil da cantora, o seu sobrinho Bryan Seaver relata: “Este anúncio em vídeo é algo que Dolly me pediu anos atrás, antes que eu assimilasse como uma futura realidade. Como chefe de segurança dela por mais de duas décadas, cargo que meu pai, Larry, ocupou antes de mim, imaginei o peso deste momento, mas só agora senti de verdade.

É uma honra, uma honra que se mistura com absoluto orgulho e grande tristeza, mas a tristeza está entre nós. E não a Dolly.”

A trajetória de Dolly Parton chega ao fim aos 80 anos, mas o impacto de sua obra permanece. Ao longo de cerca de seis décadas de carreira, a cantora transformou histórias pessoais em canções que atravessaram gerações e ajudaram a levar o country para além de suas fronteiras tradicionais.

Entre sucessos, parcerias e diferentes fases da música popular, Dolly construiu uma carreira marcada pela autoria e pela capacidade de se reinventar sem abandonar suas raízes. A despedida, anunciada pela família nesta terça-feira (25), encerra a história de uma das artistas mais reconhecidas da música americana, mas não apaga o legado deixado por sua voz, suas composições e sua presença na cultura popular.