Foto: Heloisa Brito.

Por: Larissa Guedes.

Na sexta, 20 de março, na sala 04 do Departamento de Comunicação (DECOM) UFRN, seguindo a temática da Semana da Comunicação, que abordou os processos criativos e as inteligências artificiais, o último dia de evento, trouxe a oficina sobre como utilizar uma IA para ajudar a produzir artigos, TCCs, dissertações e teses com base numa experiência jornalística. 

A condução ficou por conta de Everton Dantas, jornalista e atualmente mestrando pelo Programa de pós-graduação em Estudos de Mídia da UFRN. O seu trabalho investiga a utilização da IA no jornalismo local. 

Foto: Heloisa Brito.

Durante a oficina, o ministrante apresentou uma ferramenta do Google chamada “NotebookLM”, que funciona como um “assistente de pesquisa e notas” baseado em IA, com a capacidade de resumir, organizar e analisar documentos e vídeos. Após a análise, a ferramenta pode gerar infografia, tabelas, apresentações, entre outras. 

A grande diferença do NotebookLM para as outras inteligências artificiais, é que ela executa exatamente o que é solicitado pelo usuário, sem invenções ou enfeites, como comenta Everton.

Após esclarecer essa questão, o ministrante mostrou como ele próprio havia usado o NotebookLM para elaborar os materiais utilizados na oficina. Deu bastante ênfase na importância de elaborar um prompt da maneira correta para que a IA saiba exatamente o que fazer. 

Prompt são instruções, comandos ou perguntas direcionadas para a IA, como o ChatGPT, Claude  ou Gemini, para orientar a resposta que pretende-se obter. Para elaborar um bom Prompt, Everton demonstrou o seguinte passo a passo: 

  1. Criar um persona. Neste momento o usuário precisa descrever  qual personagem a IA irá assumir; 
  2.  Explicar o contexto. Parte em que o usuário expõe tudo que a IA precisa saber; 
  3. Direcionar tarefas específicas, ou seja, falar exatamente o que quer que a IA realize;
  4. Mencionar o formato. Diz respeito a como o usuário vai querer que as resposta sejam dadas. 
  5. E deixar claro as restrições e diretrizes. Que é impor regras e limites para obter apenas o resultado esperado. 

No momento seguinte, o instrutor da oficina, além de apresentar o Pinpoint (outra ferramenta que pode auxiliar na construção do trabalho acadêmico), também expôs suas impressões para o futuro com a utilização da IA em pesquisas acadêmicas. Para ele, a IA “forçará a fazer mais pesquisas de campo” e os projetos que não forem feitos em campo perderão valor. Para encerrar a oficina atentou para a necessidade da Universidade ser defensora da ética e do uso humanizado da IA, promovendo cursos que ensinem o uso adequado dessa ferramenta.