Por: Larissa Guedes e Natália Guimarães.
Na quinta-feira, 19 de março de 2026, no penúltimo dia da Semana de Comunicação (SECOM), Cecília Costa Medeiros do Nascimento e Francisca Pires dos Santos Neta, ambas do Programa de Pós-graduação em Estúdios da Mídia (PPGEM) ministraram a oficina “Da manchete à memória: oficina de boas práticas na cobertura de violência contra a mulher e feminicídios”, na sala 07 do Departamento de Comunicação (DECOM).
Diante do aumento de reportagens sobre o assunto, torna-se imprescindível que profissionais responsáveis pela cobertura das notícias, assumam uma postura responsável, ética e comprometida com o combate da violência de gênero e dos feminicídios, como evidenciado no Checklist para avaliar a cobertura jornalística de feminicídios, desenvolvido por Terezinha Silva (docente da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e uma das responsáveis pelo Grupo de Pesquisa Transverso: Estudos em Jornalismo, Interesse Público e Crítica).
A oficina foi dividida em quatro blocos. O primeiro teve a apresentação das ministrantes. No segundo, houve a exposição de alguns casos de coberturas que não respeitavam o direito das vítimas e de suas famílias, principalmente ao colocarem informações que pareciam culpabilizar as vítimas ou até mesmo ‘’romantizar’’ o crime cometido. O terceiro foi proposta uma atividade prática, em que o público elaborou uma manchete com título, linha fina e imagem sobre um caso fictício de feminicídio para depois discutir de forma coletiva. E no quarto bloco, os participantes aprenderam boas práticas para uma cobertura ética e responsável, como deve ser.

Dentre os destaques das falas das ministrantes, está a ênfase no setor profissional, evidenciando que com a pressão do tempo para a publicação das notícias e necessidade de adequação à linha editorial do ambiente de trabalho, as boas práticas se tornam extremamente necessárias de serem tanto discutidas, quanto executadas… “O dia a dia acaba atropelando ali aquele profissional e muitas vezes ele se distancia do que ele aprendeu na Universidade” afirma Francisca. Então têm “essa necessidade de estudar e aperfeiçoar e de estar sempre comprometido com a cobertura responsável […] e cada vez mais contribuir para um mundo melhor, principalmente para as mulheres e as minorias, né?!” continuou.
Para ter acesso ao Checklist para avaliar a cobertura jornalística de feminicídios, acesse Transverso – Jornalismo, Interesse Público e Crítica | PPGJOR | UFSC
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